A cafeicultura brasileira encerrou a participação no 50º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, realizado em Caxambu, no Sul de Minas Gerais, acompanhando as novidades para o manejo fitossanitário dos cafezais. Durante o encontro técnico, realizado entre os dias 27 e 30 de outubro, a UPL Brasil apresentou soluções desenvolvidas para responder aos desafios produtivos do setor. O evento reuniu pesquisadores, engenheiros agrônomos, extensionistas e lideranças da cafeicultura nacional para debater as inovações que orientam o futuro da atividade.
A mobilização em torno de novas tecnologias reflete o peso econômico da cultura no país, que movimentou quase R$ 100 bilhões em valor de produção em 2025, com uma colheita acumulada de 3,5 milhões de toneladas de café, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado de Minas Gerais consolida sua liderança nacional ao responder por aproximadamente 45% desse volume total, superando o Espírito Santo, segundo maior produtor do país, por uma margem de 14 pontos percentuais.
O consultor de desenvolvimento de mercado da UPL Brasil, Matheus Rossi Rodrigues, destacou que o congresso atua como um ambiente estratégico para a troca de conhecimentos com os produtores. Segundo o especialista, o diálogo direto com o campo direciona as pesquisas da empresa dentro do conceito OpenAg, que coloca a escuta ativa das necessidades dos cafeicultores como ponto de partida para a criação de tecnologias agrícolas mais eficientes.
Liderança na produção: Minas Gerais responde por cerca de 45% de todo o café colhido no Brasil, somando 3,5 milhões de toneladas em 2025.
Entre os destaques apresentados no estande da empresa durante o evento em Caxambu esteve o inseticida Constel. Desenvolvido para o combate ao bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), uma das pragas de maior impacto econômico na cafeicultura, o produto possui ação sistêmica e translaminar. A formulação permite a penetração nos tecidos vegetais, protegendo a folhagem de dentro para fora e atuando em diferentes fases do ciclo de vida do inseto, desde os ovos até a fase adulta.
A tecnologia combina alta velocidade de mortalidade com efeito residual prolongado no cafezal, mantendo a capacidade de controle mesmo após a ocorrência de chuvas intensas. Essa estabilidade sob variações climáticas reduz a necessidade de reaplicações constantes, otimizando o custo operacional do cafeicultor ao longo da safra.
A contenção de pragas foliares preserva a área fotossintética do cafeeiro, garantindo a sustentação dos frutos durante o enchimento dos grãos.
Manejo foliar: O inseticida Constel penetra nos tecidos do cafeeiro para proteger a planta contra o bicho-mineiro em todas as fases do inseto.
A empresa também levou ao público o Nimaxxa, primeiro bionematicida com ação bioestimulante registrado para uso na agricultura brasileira. A solução integra três cepas exclusivas de bactérias do gênero Bacillus, que atuam de maneira complementar no controle de nematoides no solo e no estímulo do desenvolvimento vegetativo das plantas.
Após a aplicação, os microrganismos colonizam o sistema radicular do cafeeiro, estabelecendo uma barreira biológica contínua que protege as raízes ao longo do ciclo produtivo. A formulação líquida do produto assegura alta compatibilidade nas misturas de tanque e longa validade de prateleira, simplificando o manejo nas propriedades agrícolas.
As inovações fortalecem a estrutura de proteção das lavouras em um momento em que a busca por sustentabilidade e eficiência biológica orienta os investimentos do agronegócio global.