Udesc e Faesc mapeiam cotação e variação de touros em leilões de SC
Publicado em 23/10/2026 10h07

Udesc e Faesc mapeiam cotação e variação de touros em leilões de SC

A 11ª atualização do levantamento da Udesc e Faesc indica que a raça Ultrablack liderou os preços de touros em SC, com média de R$ 21,4 mil.
Por: Wisley Torales

O mercado de genética bovina em Santa Catarina ganhou novas referências de preços para a temporada com a divulgação da 11ª atualização parcial do levantamento de comercialização de touros. O estudo é produzido pelo Grupo de Melhoramento Genético da Universidade do Estado de Santa Catarina, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina. A pesquisa acompanha oito raças reprodutoras comercializadas em remates regionais.

A raça sintética Ultrablack registrou o maior valor médio do levantamento estadual, alcançando R$ 21.455,00 por touro em seis leilões acompanhados. O lote dessa raça apresentou um coeficiente de variação de 18,42% entre os animais arrematados. O desempenho reflete a procura dos pecuaristas por animais que combinam rusticidade com elevado rendimento de carcaça para cruzamentos industriais no Sul do país.

Na sequência das maiores médias de comercialização, a raça Braford contabilizou 12 eventos oficiais no Estado. Os touros Braford atingiram a média de R$ 19.094,25 por reprodutor, registrando o menor coeficiente de variação do levantamento, fixado em 6,17%. A baixa variação percentual demonstra estabilidade e consistência na disposição de pagamento dos compradores durante a temporada catarinense.

Top do levantamento: A raça Ultrablack lidera os preços médios com R$ 21.455,00 por reprodutor, enquanto a raça Braford registra a menor variação de mercado, com 6,17%.

Desempenho de raças britânicas e sintéticas em SC

A raça Angus reuniu dados de oito leilões no território catarinense, obtendo o preço médio de R$ 18.784,90 por touro. As negociações do Angus registraram o maior coeficiente de variação entre os reprodutores analisados, atingindo 20,72%. Essa oscilação reflete a amplitude de preços paga por touros com diferentes níveis de avaliação genética e linhagens de touros superiores.

Em volume de arremates acompanhados pela equipe da Udesc, a raça Brangus destacou-se com a maior frequência no levantamento, somando 16 leilões monitorados. O valor médio dos touros Brangus situou-se em R$ 18.652,16 por animal, acompanhado por um coeficiente de variação de 13,30%.

A raça zebuína Nelore, presente nos remates de Santa Catarina, registrou quatro leilões analisados na amostragem parcial. O preço médio dos touros Nelore comercializados ficou em R$ 17.903,33 por cabeça, apresentando um coeficiente de variação de 11,91%.

Volume de negócios: A raça Brangus lidera o número de leilões monitorados no Estado, com 16 eventos e média de R$ 18.652,16 por animal.

Raças continentais e tradicionais completam amostragem

Entre as raças continentais, o Charolês contabilizou 11 leilões ao longo da temporada de comercialização em Santa Catarina. A média obtida pelos touros Charolês atingiu R$ 17.070,45 por reprodutor, com coeficiente de variação fixado em 15,18%.

A raça britânica Hereford registrou nove eventos monitorados no levantamento do Grupo de Melhoramento Genético. O preço médio apurado para os reprodutores Hereford foi de R$ 16.392,59 por cabeça, com coeficiente de variação de 11,33%.

Fechando o grupo de raças britânicas analisadas, a raça Devon contabilizou cinco leilões na amostragem parcial em Santa Catarina. O valor médio registrado para os reprodutores Devon ficou em R$ 14.860,00 por animal, com variação percentual de 15,32%.

Os dados tabulados pela Udesc em conjunto com a Faesc auxiliam criadores e técnicos na tomada de decisão durante as compras de reprodutores para os plantéis de cria e recria do Estado.