Consultoria aponta pressão nos preços da soja
Publicado em 20/10/2026 10h38

Consultoria aponta pressão nos preços da soja

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 52 e R$ 54 por saca.
Por: Leonardo Gottems

O mercado de milho segue com preços pressionados e negociações lentas, enquanto as chuvas interferem no avanço da safra de verão. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda mantém os compradores cautelosos e leva parte dos vendedores a flexibilizar as pedidas.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 60 a R$ 70 por saca. A média estadual da Emater caiu 0,37%, para R$ 62,44, enquanto a Bolsa de Cereais de Cruz Alta indica R$ 75. A preocupação com espaço nos armazéns na entrada da nova safra também influencia as decisões de venda.

O plantio gaúcho alcançou 80% da área, conforme a Conab, que projeta produção de 6,63 milhões de toneladas, alta de 10,2%. O excesso de umidade e a baixa luminosidade reduzem o ritmo das operações e favorecem doenças. Granizo e ventos fortes causaram falhas em lavouras do Noroeste, com possibilidade de ressemeadura.

Em Santa Catarina, vendedores pedem perto de R$ 60 por saca, diante de ofertas de compra próximas de R$ 55. A distância limita os negócios, enquanto a semeadura atingiu 86%, acima da média histórica de 79%. A chuva beneficia áreas bem drenadas, mas dificulta o manejo nas mais úmidas.

No Paraná, o plantio chegou a 90%, e os preços caíram na maioria das praças. Cascavel recuou 1,74%, para R$ 56,03 por saca, e Umuarama perdeu 1,45%, para R$ 55,47. Londrina foi exceção, com alta de 0,33%, para R$ 63,61. Temporais provocaram desfolhamento em algumas áreas.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 52 e R$ 54 por saca. A indústria de bioenergia absorve parte da oferta, mas os demais compradores priorizam a reposição, e os produtores restringem novos lotes.