Genética Angus cresce 19,58% no Brasil e ganha espaço no Centro-Oeste
Publicado em 24/08/2026 22h33

Genética Angus cresce 19,58% no Brasil e ganha espaço no Centro-Oeste

No 1º semestre de 2026, a venda de sêmen Angus cresceu 19,58% no Brasil, superando a média da pecuária de corte impulsionada pelo Nordeste.
Por: Redação

A comercialização de doses de sêmen da raça Angus apresentou uma expansão de 19,58% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice supera o desempenho geral do mercado nacional de genética voltado à pecuária de corte, que registrou alta de 16,87% no mesmo intervalo, conforme relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA).

O resultado reflete a busca contínua dos pecuaristas por ferramentas capazes de otimizar o ganho de peso, a padronização do rebanho e a qualidade do acabamento de carcaça. A adoção da raça taurina em programas de cruzamento industrial consolida-se como estratégia para elevar a liquidez e o valor comercial dos bezerros.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, a evolução reflete a conscientização do setor sobre o impacto direto do melhoramento genético na margem financeira da atividade. O dirigente aponta que a entrega de carne de qualidade superior viabiliza a remuneração diferenciada do produto final.

Avanço acima da média: As vendas de sêmen Angus cresceram 19,58% no primeiro semestre de 2026, superando a média de 16,87% registrada pela pecuária de corte no país.

Desempenho regional e expansão das fronteiras

A análise geográfica dos dados da ASBIA demonstra que o Centro-Oeste manteve a liderança isolada na aquisição de sêmen Angus, absorvendo 48,49% do volume total negociado de janeiro a junho de 2026. A região registrou incremento de 16,55% no volume de doses adquiridas ante o primeiro semestre do ano anterior.

A distribuição das vendas manteve participação relevante nas demais macrorregiões do país: a Região Norte respondeu por 18,96% do mercado, acompanhada pelo Sul, com 18,20%, Sudeste, com 8,64%, e Nordeste, que concentrou 5,70% das vendas nacionais.

O destaque em termos de ritmo de crescimento ocorreu na Região Nordeste, onde a demanda por doses de sêmen Angus deu um salto de 83,33% na comparação interanual. O Sudeste também manteve ritmo superior à média do país, acumulando alta de 27,62%, enquanto Norte (+16,87%) e Sul (+14,38%) sustentaram trajetórias de evolução constante.

Destaque no Nordeste: A comercialização de sêmen Angus na Região Nordeste registrou alta de 83,33% no primeiro semestre, liderando o crescimento proporcional no país.

Gestão racial e retomada do ciclo pecuário

A expansão nas vendas coincide com a fase de recuperação nos preços e reestruturação da pecuária de corte brasileira. A diretora executiva da ASBIA, Lilian Matimoto, avalia que o resultado positivo é fruto do alinhamento entre o trabalho de gestão da entidade racial e a retomada favorável do ciclo pecuário no país.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, destaca que o avanço descentralizado indica a eficiência da adaptação dos touros aos variados ambientes de produção. A oferta de linhagens adaptadas a climas tropicais viabilizou o uso do germoplasma taurino em fazendas de corte fora dos centros tradicionais de criação.

A utilização de biotecnologias de reprodução, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), apoia a disseminação da genética nas propriedades de cria. Os dados consolidados pela ASBIA confirmam que o uso de genética provada segue como pilar para o planejamento das estações de monta no território nacional.