
Para conselheiro do Sebrae/MS e diretor-presidente da Fundect, Cristiano Carvalho, união de esforços foi essencial para alcance dos resultados
O fortalecimento do ambiente de negócios e a busca por soluções aplicadas às cadeias produtivas ganharam novo impulso em Mato Grosso do Sul. O programa Ambientes de Inovação, iniciativa voltada a estruturar redes regionais de empreendedorismo, concluiu mais uma etapa de trabalho na última terça-feira (4). O evento de encerramento ocorreu no Laboratório de Inovação e Prototipagem do Sebrae/MS (Living Lab), em Campo Grande, reunindo lideranças públicas, acadêmicas e privadas.
A solenidade serviu para apresentar os resultados dos projetos financiados por edital público, promovendo a troca de experiências entre os gestores que lideram as iniciativas no interior. A articulação busca consolidar territórios capazes de atrair investimentos, acelerar startups e resolver gargalos operacionais de setores estratégicos, com destaque para a agroindústria, a biotecnologia e a logística regional.
A execução do programa ancorou-se na cooperação entre o Sebrae/MS, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). A união de recursos orçamentários e metodologias de mobilização permitiu acelerar a maturidade das redes locais.
Integração institucional: A parceria entre Sebrae/MS, Semadesc e Fundect permitiu transferir metodologias de gestão e expandir a cobertura do atendimento a empreendedores em diferentes regiões do estado.
Atualmente, o estado conta com 12 Ecossistemas Locais de Inovação estruturados e em operação. A rede abrange polos em Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá/Ladário, Dourados, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Três Lagoas, Aquidauana/Anastácio e Jardim/Guia Lopes da Laguna. Um décimo terceiro grupo está em fase de implantação no município de Coxim.
A distribuição desses ecossistemas acompanha os eixos econômicos de Mato Grosso do Sul, permitindo que cada regional direcione seus projetos às vocações locais. Em municípios com forte presença do agronegócio, como Maracaju, Dourados e Chapadão do Sul, as redes concentram esforços no desenvolvimento de agtechs, automação de máquinas, conectividade no campo e biotecnologia voltada à nutrição de plantas e animais.
A estrutura desses grupos baseia-se no modelo de quádrupla hélice, reunindo representantes do poder público, da iniciativa privada, de instituições de ensino superior e da sociedade civil organizada. Essa governança compartilhada garante que as demandas tecnológicas apresentadas pelas empresas e produtores rurais encontrem respaldo nas pesquisas universitárias e apoio nas políticas estaduais de fomento.
Mapeamento e governança: A atuação em quádrupla hélice conecta prefeituras, universidades, empresas e entidades rurais, transformando demandas locais em projetos de pesquisa e novos negócios.
O amadurecimento das redes regionais reflete-se na conquista de maior autonomia para a captação de recursos e atração de parceiros privados. Ao longo da jornada do programa, os grupos locais mapearam suas matrizes produtivas, identificando oportunidades para a criação de incubadoras, parques tecnológicos e espaços de prototipagem rápida.
A programação do encontro no Living Lab contou com painéis sobre o avanço do processo de certificação dos ambientes de inovação e debates para a construção de um modelo estadual de excelência. O Sebrae/MS manterá a agenda de acompanhamento técnico e consultorias para que os pequenos negócios e startups instalados nessas regiões encontrem suporte para escalar suas operações.
As informações completas sobre os programas de apoio ao empreendedorismo tecnológico permanecem acessíveis na Central de Relacionamento do Sebrae/MS, pelo telefone 0800 570 0800, ou no portal eletrônico da instituição.