Baixa liquidez limita negócios com soja
Publicado em 30/07/2026 11h05

Baixa liquidez limita negócios com soja

Em Mato Grosso do Sul, a liquidez travou e os preços variaram de R$ 125 a R$ 129.
Por: Leonardo Gottems

O mercado de soja no Sul e no Centro-Oeste encerrou o período com preços entre estabilidade e recuo, baixa liquidez e atenção crescente aos custos, ao crédito e à armazenagem. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento refletiu a queda de Chicago, a acomodação do câmbio e a postura defensiva dos compradores.

No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande caiu 2,72%, para R$ 143 por saca, enquanto Ijuí e Cruz Alta ficaram em R$ 141 e Passo Fundo e Santa Rosa em R$ 142. Com a colheita concluída, produtores planejam a próxima safra, mas a capacidade de armazenagem segue pressionada por retenção de grãos e danos recentes em silos e galpões. A preocupação financeira também aumentou, já que cerca de 88% do endividamento rural gaúcho permanece fora dos benefícios da MP 1.376/2026.

Em Santa Catarina, as cotações ficaram estáveis, com R$ 147 no porto de São Francisco do Sul e valores entre R$ 127 e R$ 143 no interior. O mercado acompanha o risco de La Niña para o próximo ciclo e o aumento dos fretes provocado pelo diesel.

No Paraná, os preços recuaram em várias praças. Ponta Grossa caiu 2,10%, para R$ 140, e Paranaguá perdeu 1,34%, para R$ 147. A disputa logística com o milho safrinha mantém fretes elevados, enquanto o endividamento acima de R$ 14 bilhões e o avanço do caruru roxo resistente a herbicidas ampliam a cautela.

Em Mato Grosso do Sul, a liquidez travou e os preços variaram de R$ 125 a R$ 129. Já em Mato Grosso, apesar das perdas do dia, a entressafra ainda sustenta níveis elevados, com destaque para Rondonópolis, a R$ 126, alta de 3,08%. O custo da safra 2026/27 subiu 3,35%, para R$ 4,3 mil por hectare, e os gargalos com o milho safrinha seguem pressionando o frete.