O mercado físico de soja encerrou a sexta-feira com valorização em boa parte das regiões produtoras, embora custos logísticos, crédito mais restrito e incertezas climáticas sigam limitando o avanço das margens. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul teve alta nas principais praças, com R$ 148,00 por saca no Porto de Rio Grande e valores entre R$ 141,00 e R$ 143,00 no interior. A colheita estadual terminou com produção de 12,87 milhões de toneladas e produtividade média de 2.707 quilos por hectare, resultado 8,3% abaixo da expectativa inicial. No norte gaúcho, os 280 milímetros de chuva registrados em Carazinho dificultam o escoamento e exigem operação contínua dos sistemas de secagem.
Em Santa Catarina, a semana terminou com recuperação acumulada de cerca de R$ 3,00 por saca. O porto de São Francisco do Sul ficou em R$ 147,00, enquanto Palma Sola e Rio do Sul avançaram para R$ 127,00 e R$ 128,00. Produtores já direcionam a atenção ao travamento de insumos e à proteção de preços para a safra 2026/27.
No Paraná, Paranaguá chegou a R$ 147,00, com alta de 0,32%, enquanto o interior permaneceu estável. A tensão no Oriente Médio amplia a preocupação com fertilizantes importados, ao mesmo tempo em que a armazenagem divide espaço entre soja remanescente e milho safrinha. Em Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis na maior parte das praças, mas Campo Grande avançou para R$ 130,00. O recuo de 21% nos financiamentos rurais aumenta a cautela para o novo ciclo. Já em Mato Grosso, as cotações oscilaram entre R$ 122,65 e R$ 129,50, com margens pressionadas pela previsão de alta de 3,35% nos custos e pela possibilidade de El Niño na próxima safra.