
Agricultor Pedro Crispim que alcançou a marca de 136,64 sacas por hectare na Fazenda Bela, em Goiatins-TO
A fronteira agrícola da região Norte consolida sua alta performance através dos resultados mapeados pelas auditorias do setor. Durante o fórum do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), em Indaiatuba (SP), as propriedades com os maiores tetos produtivos foram premiadas, evidenciando o avanço do Cerrado.
O destaque do Norte nesta 18ª edição do prêmio pertence ao Tocantins. O agricultor Pedro Foresto Crispim alcançou a liderança regional ao registrar a marca de 136,64 sacas por hectare na Fazenda Bela, em Goiatins, índice que baliza o potencial de expansão das lavouras de grãos locais.
Esse volume colhido na safra 2025/2026 supera a média nacional e demonstra que o planejamento agronômico detalhado consegue mitigar os desafios climáticos. A premiação do CESB funciona há mais de uma década como um banco de dados vivo, catalogando as melhores práticas para servirem de modelo.
O alcance desse patamar produtivo demandou uma rotina rigorosa de monitoramento fitossanitário ao longo de todo o ciclo. A equipe técnica concentrou os esforços na preservação da área foliar da soja, impedindo que pragas e doenças limitassem o enchimento de grãos no terço superior das plantas.
Proteção foliar de alta eficiência: O manejo preventivo contra fungos evitou a colonização da ferrugem asiática e da cercospora, patógenos conhecidos pelo alto potencial de desfolha precoce nas áreas comerciais.
Para garantir a sanidade vegetal, a fazenda utilizou soluções da BASF, incorporando as tecnologias Blavity e Belyan nos momentos de maior pressão epidemiológica. Essas ferramentas asseguraram um período estendido de controle, permitindo que a lavoura expressasse a sua capacidade genética.
O controle de insetos também recebeu atenção especial no planejamento de Goiatins. A ocorrência de complexos de lagartas, ameaça constante ao estabelecimento de estandes uniformes, foi contida por meio de aplicações estratégicas da tecnologia Pirate, defensivo que protege a estrutura reprodutiva.
A condução agronômica da Fazenda Bela baseia-se no compartilhamento de metas entre os operadores e o corpo gerencial. O produtor Pedro Crispim salienta que o prêmio colhido reflete a disciplina de execução de toda a equipe, que manteve as plantadeiras reguladas segundo as orientações técnicas.
“Desde o time de plantio até a ponta comercial, todos fazem parte desse resultado. Faço questão de citar o nome da minha equipe técnica, do Luiz Gabriel, do Luiz Henrique e do Ângelo, que hoje estão na gestão da fazenda”, declarou Crispim.
A dinâmica das propriedades modernas exige que o gerenciamento avalie os impactos de longo prazo dentro do sistema de cultivo. O diretor de Marketing da BASF Soluções para Agricultura, Rafael Vicentini, salienta que o sucesso do agricultor decorre da tomada de decisão consciente no campo.
De acordo com o executivo, os indicadores provam que a produtividade é uma construção diária, impulsionada pela troca de conhecimentos entre consultores, produtores e a indústria. Essa integração melhora a eficiência do uso da terra e eleva a competitividade do grão nos portos nacionais.
A sustentabilidade econômica das fazendas depende diretamente da manutenção da sanidade para o cultivo subsequente. A diretora de Marketing da empresa, Graciela Mognol, lembra que o manejo de uma cultura deve pavimentar as condições ideais para a safrinha, garantindo uma área equilibrada.
O incentivo ao desenvolvimento tecnológico reflete-se nos aportes destinados à pesquisa de novas moléculas. A BASF acumula 15 edições dividindo o pódio com os campeões do CESB. Em 2025, os investimentos mundiais da companhia em Pesquisa e Desenvolvimento agrícola somaram 1 bilhão de euros.
Os dados compilados na Fazenda Bela passam a integrar os relatórios de recomendação regional do comitê, servindo de base para o aprimoramento dos sistemas produtivos de todo o Matopiba.