
Primeira edição, realizada em 2025 foto, reuniu cortes de 14 raças bovinas. Foto Divulgação
A pecuária nacional prepara uma grande demonstração de força e evolução genética em território paulista. De 23 a 26 de junho de 2026, o Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente, sedia a Feicorte, trazendo como atrativo a expansão da Beef Hour das Raças.
O evento gastronômico amplia seu escopo, saltando de 14 variedades de proteína na edição anterior para 16 opções confirmadas. A iniciativa, em cooperação com as associações de criadores, pretende aproximar a alta tecnologia aplicada nos pastos do consumidor final que busca cortes nobres.
Segundo a CEO da Verum, Carla Tuccilio, o espaço cumpre papel comercial ao tangibilizar os investimentos em melhoramento genético. A executiva sinaliza que reunir tamanha amostragem sob o mesmo teto celebra a biodiversidade produtiva nacional e posiciona a pecuária como setor integrado.
O protagonismo zebuíno ganha tração via parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Jorge Sab, presidente da Assogir, defende que a genética zebuína constitui a base para suprir a demanda global por proteína de forma sustentável em ambientes tropicais.
Para o dirigente, a amostragem ajuda a desmistificar a ideia de que o Zebu atende apenas a commodities, comprovando sua aptidão para o mercado gourmet. O público terá acesso a cortes selecionados de Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir e Guzerá.
Os cruzamentos industriais e as raças europeias também ganham espaço estratégico na feira. Gabriel Barros, da Associação Brasileira de Angus, relembra que o desempenho da raça em edições anteriores sedimentou o taurino como principal escolha para cruzamentos focados em maciez no país.
Linhagens Confirmadas na Vitrine Tecnológica:
Base Zebuína: Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir e Guzerá;
Britânicas e Continentais: Angus, Brangus, Wagyu e Texas Longhorn;
Sintéticas e Adaptadas: Senepol, Bonsmara, Montana e Caracu;
Lançamentos de 2026: Carne de búfalo e ovinos da raça Suffolk.
A busca por rentabilidade em regiões quentes impulsiona as raças adaptadas. Representantes da Associação de Senepol apontam que o evento demonstra como o touro taurino adaptado consegue cobrir a campo e gerar bezerros pesados, gerando lucro direto para o invernista.
Sob a ótica da ABCB Bonsmara, representada por João Francisco Cherulli, a conexão com o prato final valida a seleção genética. Cherulli destaca que a raça entrega equilíbrio entre ganho de peso e rusticidade, oferecendo carcaças padronizadas para programas de carne premium.

Ovinocultura de corte estará representada na Feicorte pela raça Suffolk. Foto: Divulgação
A novidade mercadológica fica por conta da inserção da bubalinocultura, iniciativa do criador Caio Rossato. Simon Fernandes Riess, presidente da Associação de Búfalos, indica que a presença na feira valida as qualidades da proteína bubalina, que registra alta densidade e menor teor de gordura.
A ovinocultura de corte traz a tradicional raça Suffolk, focada no atendimento a butiques de carne. Lucas Balinhas Farias, presidente da ABCOS, explica que o cordeiro apresenta carcaças musculosas com acabamento de gordura uniforme, atendendo aos padrões da alta gastronomia.
A Feicorte retoma sua posição de destaque no interior paulista após registrar mais de 16.500 visitantes e movimentar dezenas de marcas expositoras em uma área de 84 mil metros quadrados. O evento promove leilões de elite, julgamentos de pista e painéis com palestrantes internacionais.
As atividades técnicas ocorrem diariamente no Recinto de Exposições Jacob Tosello, abrindo os portões para o público das 8h às 22h. As inscrições para os fóruns e a aquisição de acessos estão disponíveis na plataforma oficial do evento.