A soja encerrou o dia sob pressão, com o mercado externo influenciado pelo clima favorável nos Estados Unidos e pela falta de compras mais fortes da China. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados em Chicago recuaram pela oitava sessão consecutiva, em movimento ligado à previsão de chuvas no cinturão produtor norte-americano e à demanda internacional menos aquecida.
Na CBOT, o contrato de julho fechou em queda de 0,18%, a US$ 11,1375 por bushel, enquanto agosto perdeu 0,22%, a US$ 11,1875 por bushel. O farelo de soja para julho caiu 0,53%, a US$ 301,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 0,47%, a US$ 74,91.
O relatório de safras do USDA chegou a oferecer algum suporte ao mercado, ao indicar plantio de 92% da área, abaixo dos 93% esperados, e redução da qualidade boa ou excelente para 65%. Ainda assim, a perspectiva de chuvas consistentes anulou esse efeito. Na demanda, as importações chinesas de maio somaram 11,79 milhões de toneladas, com queda de 15,3% frente a maio de 2025, apesar do volume ter sido impulsionado por cargas atrasadas de abril.
No Brasil, os preços físicos tiveram comportamento misto. No Rio Grande do Sul, a média estadual ficou em R$ 128,36 por saca, com o Porto de Rio Grande a R$ 132,50. No Paraná, Paranaguá também chegou a R$ 132,50, enquanto Cascavel registrou R$ 121,50. Em Santa Catarina, São Francisco foi cotado a R$ 129,70, sem novas atualizações institucionais relevantes.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresentou liquidez restrita, com Dourados a R$ 118,50 e Campo Grande a R$ 114,00. Em Mato Grosso, a colheita foi concluída, com produtividade média de 62 sacas por hectare, enquanto o vazio sanitário segue em vigor e a necessidade de liberar espaço para o milho pressiona o escoamento da soja.