Exportação de carne suína cresce 9% e atinge recorde histórico em maio
Publicado em 05/06/2026 11h55

Exportação de carne suína cresce 9% e atinge recorde histórico em maio

A ABPA informou em São Paulo que as exportações de carne suína cresceram 9% em maio, atingindo o recorde histórico de 129,4 mil toneladas.
Por: Redação

O ambiente de negócios da suinocultura brasileira registrou o melhor desempenho de sua história para o período, consolidando o processo de internacionalização da proteína nacional. De acordo com o balanço analítico divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totais, que englobam tanto os produtos in natura quanto as opções processadas, somaram 129,4 mil toneladas ao longo do mês de maio de 2026. Esse volume supera em 9% o total verificado no mesmo intervalo do ano anterior, período em que o país enviou 118,8 mil toneladas ao mercado externo.

O incremento nos volumes físicos foi acompanhado por uma evolução no faturamento das agroindústrias exportadoras. A receita gerada pelas vendas externas atingiu o montante de US$ 302,1 milhões no fechamento mensal, estabelecendo um novo recorde para os meses de maio. O resultado tempo financeiro aponta um crescimento de 3,8% sobre o faturamento de US$ 291,2 milhões obtido em maio de 2025, evidenciando a capacidade de sustentação dos preços médios praticados pelas empresas do país nas negociações internacionais.

DESEMPENHO DO COMPLEXO SUÍCOLA EM MAIO

  • Volume Embarcado: 129,4 mil toneladas, com expansão de 9% na comparação anual.

  • Faturamento Mensal: US$ 302,1 milhões, representando um avanço de 3,8% para o período.

Consolidação dos resultados no acumulado do ano

O desempenho verificado no quinto mês do ano dá continuidade à trajetória de expansão observada desde o início do ciclo atual. No acumulado dos primeiros cores cinco meses de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram a marca de 661,7 mil toneladas. O indicador sinaliza um aumento de 13,1% em relação ao volume consolidado entre janeiro e maio de 2025, quando os frigoríficos nacionais embarcaram 584,8 mil toneladas.

As planilhas contábeis da entidade nacional apontam que a receita acumulada caminha em patamar histórico. O faturamento totalizado no período de janeiro a maio deste ano atingiu US$ 1,546 bilhão, gerando um saldo positivo de peso para a balança comercial do agronegócio brasileiro. Se confrontado com o montante de US$ 1,382 bilhão registrado nos mesmos cinco meses do ano passado, o crescimento acumulado chega a 11,9%, o que confirma a estabilidade da demanda externa pelas proteínas produzidas no Brasil.

Dinâmica dos compradores e novos mercados de valor

A análise detalhada dos destinos geográficos dos produtos revela transformações na carteira de clientes das corporações brasileiras. As Filipinas mantiveram a posição de liderança no ranking de compradores em maio, absorvendo 27,2 mil toneladas da proteína nacional, embora o volume represente um recuo de 3,8% na comparação com o ano anterior. O principal destaque do mês concentrou-se no mercado japonês, que registrou uma forte aceleração nas compras. O Japão importou 15,2 mil toneladas, volume que corresponde a uma expressiva valorização de 83,2% na demanda aduaneira.

“Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor. Observamos expansão relevante em mercados estratégicos de valor agregado, como o Japão, e diversos outros com volumes menores como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros que, somados, influenciaram positivamente o resultado do mês.” Ricardo Santin, presidente da ABPA.

O Chile assegurou a terceira posição na pauta comercial de maio, comercializando 10,9 mil toneladas, o que representa estabilidade com leve variação negativa de 0,1%. A China registrou uma retração de 25,9% em suas importações no mês, retendo 8,9 mil toneladas. Em contrapartida, o México ampliou sua presença nas plantas brasileiras ao adquirir 8,6 mil toneladas, uma evolução de 20,4% em seu volume de compras.

A lista de parceiros comerciais estratégicos na Ásia e na América Latina inclui Hong Kong, que comprou 8,2 mil toneladas (+13,8%), a Argentina, com registro de 5,8 mil toneladas (+13,7%), e o Uruguai, estável com 4,7 mil toneladas (+0,3%). Na região do Sudeste Asiático, os frigoríficos brasileiros direcionaram 4,6 mil toneladas de carne suína para o Vietnã, praça que assinalou redução de 14,2%, enquanto os fluxos comerciais com Singapura sofreram uma contração de 50,5%, fechando o mês com 4,1 mil toneladas recebidas.

Desempenho produtivo por estados exportadores

A distribuição dos volumes embarcados reflete a concentração das plantas de abate e a eficiência sanitária dos polos produtores regionais do país. O estado de Santa Catarina manteve sua liderança isolada na suinocultura nacional, sendo responsável pelo envio de 62,5 mil toneladas de carne suína ao mercado externo em maio. O resultado catarinense representa um incremento de 4,9% na comparação com as atividades desenvolvidas no mesmo período do ano anterior.

O Rio Grande do Sul consolidou-se na segunda posição do ranking federativo ao registrar o embarque de 32,7 mil toneladas, crescimento de 19,5% nas movimentações portuárias regionais. O Paraná ocupou a terceira colocação com a movimentação de 18,3 mil toneladas, registrando um recuo de 4,8% em suas operações comerciais. O estado de Mato Grosso apresentou a maior taxa de expansão percentual entre os grandes produtores, saltando 52,4% ao exportar 4,6 mil toneladas, enquanto Minas Gerais fechou o grupo de líderes com 3,7 mil toneladas embarcadas, alta de 26,5%.