O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por maior firmeza nos preços, com moinhos ainda atentos à disponibilidade de produto de melhor qualidade e à competitividade das origens alternativas. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento ocorre em um ambiente de oferta seletiva, ajustes regionais e influência da paridade de importação.
No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam em busca de trigo de boa qualidade, produto que não tem sido encontrado com facilidade. Para lotes considerados bons, os preços podem chegar a R$ 1.500 por tonelada CIF, dependendo do moinho, com pagamento em 45 dias. No lado da importação, a queda do dólar ajudou a melhorar os preços finais e a paridade. O trigo branqueador também segue difícil neste ano, levando compradores a aceitarem produto com W de até 270, em negócios ao redor de R$ 1.400 por tonelada FOB, no armazém do vendedor. As coberturas de maio estão completas, enquanto junho é estimado em 50%. Para a safra nova, a estimativa de volume negociado permanece em 40 mil toneladas. No balcão, Panambi voltou a registrar alta, com R$ 64,00 por saca.
Em Santa Catarina, o trigo argentino passou a se mostrar mais competitivo no momento. O trigo local subiu para a faixa mínima de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, havendo casos de pagamento semanal. No Paraná, as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste, enquanto o trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. No balcão catarinense, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, enquanto Rio do Sul e São Miguel do Oeste registraram alta.
No Paraná, o mercado segue firme, com poucas ofertas e novas ideias de venda entre R$ 1.400 e R$ 1.500 por tonelada FOB. Para junho, há comprador a R$ 1.450 no moinho. O trigo branqueador tem referência ao redor de R$ 1.450 FOB, enquanto a safra nova tem indicações entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro. O trigo argentino nacionalizado aparece entre US$ 290 e US$ 295, e o trigo gaúcho é ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 FOB, mas encontra resistência no Paraná por custos logísticos e tributários.