O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por liquidez reduzida, compradores abastecidos e negociações pontuais, em um cenário de oferta considerada confortável no curto prazo. As informações são da TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, as cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,19, leve alta semanal de 0,02%. A sustentação vem da menor disponibilidade em algumas regiões, da recomposição de estoques e da disputa por fretes, fatores que limitam quedas mais intensas. Ainda assim, a comercialização segue lenta, diante de uma demanda pouco agressiva.
A colheita gaúcha avançou apenas um ponto percentual e chegou a 92% da área, segundo a Emater. As chuvas e a prioridade dada a outras culturas limitaram os trabalhos. As áreas remanescentes estão principalmente em cultivos tardios e de safrinha, com parte das lavouras beneficiada pela umidade recente, embora ainda exposta a riscos como queda de temperatura e geadas. No milho para silagem, a colheita alcança 89% da área.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado. As indicações ficam próximas de R$ 75,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. O descompasso entre pedidas e ofertas segue como principal entrave aos negócios. No Planalto Norte, as negociações continuam entre R$ 70,00 e R$ 75,00.
No Paraná, a pressão sobre os preços continua, com indicações próximas de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A primeira safra chega a 98% da área colhida, enquanto a segunda safra sente os efeitos do déficit hídrico em algumas regiões, apesar da recuperação parcial após as chuvas.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações recuaram com a oferta mais presente e compradores cautelosos. Os preços variam entre R$ 53,96 e R$ 55,30 por saca. A bioenergia segue como canal relevante de absorção, mas ainda insuficiente para mudar o quadro de pressão no curto prazo.