
A inovação é o motor que mantém o agronegócio de Mato Grosso do Sul em patamares de produtividade mundiais. Para consolidar essa trajetória, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em parceria com a Fundect, lançou a 7ª edição do Prêmio Agrociência. A iniciativa foca em transformar o conhecimento gerado dentro das universidades em ferramentas práticas que cheguem de forma eficiente à porteira das fazendas sul-mato-grossenses.
O prêmio atua como uma ponte entre o rigor acadêmico e a realidade prática do produtor rural. O objetivo central é reconhecer propostas que tragam desenvolvimento econômico e social para o estado, respeitando preceitos de sustentabilidade. Através da concessão de bolsas de custeio e premiações diretas, as entidades buscam evitar a "fuga de cérebros" e incentivar que jovens talentos desenvolvam soluções focadas nos biomas e desafios logísticos de Mato Grosso do Sul.
As inscrições seguem abertas até o dia 10 de julho e ocorrem exclusivamente pelo sistema eletrônico da Fundect. Podem participar acadêmicos de diversos níveis de formação, desde o ensino técnico até a pós-graduação. Essa amplitude garante que desde o operacional até a pesquisa de base tecnológica avançada sejam contemplados no ecossistema de premiação deste ano.
Para garantir que a premiação cubra todas as frentes de necessidade do agronegócio, o regulamento estabelece cinco áreas temáticas fundamentais. A primeira delas é a Produção Vegetal, onde o foco recai sobre a otimização de safras, manejo de solos e combate a pragas de forma biológica. Já na Produção Animal, espera-se que as pesquisas tragam avanços em genética, nutrição e bem-estar, especialmente para o rebanho bovino de corte, predominante no estado.
As áreas de Economia e Meio Ambiente e Sociedade buscam entender a viabilidade financeira e o impacto humano da atividade rural. São temas que avaliam desde a sucessão familiar até o mercado de carbono. Por fim, o eixo de Inovação e Desenvolvimento Local é o espaço para as chamadas "agritechs" e soluções de conectividade rural, essenciais para a digitalização dos processos de gestão dentro da propriedade.
Regiane Miranda, analista técnica da Famasul e responsável direta pela premiação, explica que a meta é ampliar o alcance do prêmio para além das capitais. O foco está em atrair trabalhos de alta qualidade técnica que tenham potencial de gerar novas linhas de pesquisa científica. O resultado esperado é o fortalecimento direto da competitividade da produção agropecuária sul-mato-grossense no mercado global.
ÁREAS DE ABRANGÊNCIA:
Produção Vegetal e Animal;
Economia e Sociedade;
Meio Ambiente e Inovação Tecnológica;
Desenvolvimento Local e Regional.
A avaliação dos trabalhos será feita por uma comissão técnica que levará em conta a originalidade e, principalmente, a aplicabilidade da solução. Não basta que o artigo seja tecnicamente correto; ele precisa demonstrar como a sua implementação pode alterar a rotina do campo, reduzindo custos ou aumentando a eficiência produtiva de forma mensurável.
Um dos grandes diferenciais do Prêmio Agrociência é o formato da premiação concedida pela Famasul. Os vencedores das categorias técnico, tecnólogo, graduação e pós-graduação receberão certificados em barras de ouro. Esse formato simboliza o valor e a perenidade do conhecimento gerado. Os valores variam conforme a colocação e o nível acadêmico, chegando a R$ 1.080 para o primeiro lugar na pós-graduação.
Os orientadores também possuem um papel determinante e são reconhecidos financeiramente. Para cada trabalho premiado, o professor responsável recebe um certificado em ouro no valor de R$ 220. Esse incentivo busca fortalecer a relação de mentoria dentro das instituições de ensino, garantindo que o acadêmico tenha o suporte necessário para conduzir pesquisas de alto nível.
A Fundect entra como o braço de fomento a longo prazo. Para os três finalistas da pós-graduação, a fundação disponibilizará R$ 20 mil para cada projeto, valor que deve ser investido diretamente no desenvolvimento da pesquisa. Na categoria graduação, o incentivo vem em forma de bolsa de iniciação científica, garantindo R$ 700 mensais por um ano ao estudante selecionado.
| Categoria | 1º Lugar (Ouro) | 2º Lugar (Ouro) | 3º Lugar (Ouro) |
| Técnico/Tecnólogo | R$ 870 | R$ 650 | R$ 430 |
| Graduação | R$ 980 | R$ 760 | R$ 540 |
| Pós-graduação | R$ 1.080 | R$ 870 | R$ 650 |
Somados os prêmios imediatos e as bolsas de custeio, o montante total investido pelo Sistema Famasul e pela Fundect ultrapassa os R$ 94 mil nesta edição. Esse investimento é visto pelas entidades como um custo de oportunidade baixo frente ao retorno tecnológico que as soluções premiadas podem trazer para o PIB agropecuário de Mato Grosso do Sul nos próximos anos.
Para efetivar a participação, os interessados devem acessar o sistema SIGFUNDECT e preencher o formulário eletrônico. É obrigatório anexar o artigo científico e a documentação que comprove a matrícula regular em instituições de ensino sediadas em MS. Dúvidas sobre o regulamento ou sobre o processo de submissão podem ser sanadas através do e-mail oficial: premioagrociencia@famasul.com.br.
A cerimônia de premiação, onde serão conhecidos os grandes vencedores, costuma ser um dos momentos de maior integração entre o setor acadêmico e as lideranças rurais do estado. O evento serve como vitrine para que empresas e investidores conheçam as mentes que estão moldando o futuro do agronegócio regional.
As inscrições para o 7º Prêmio Agrociência estão abertas até o dia 10 de julho de 2026 através do link https://sigfundect.ledes.net/.