A agricultura enfrenta um cenário cada vez mais desafiador, marcado por mudanças climáticas, escassez de recursos e aumento da demanda global por alimentos. O tema é abordado por Bruno Carloto, engenheiro agrônomo e mestre em agrobiologia, que atua na área de marketing estratégico no setor de bioestimulantes. Diante desse contexto, produtores de soja buscam alternativas que elevem a produtividade sem ampliar os impactos ambientais, e os bioestimulantes à base da alga Ascophyllum nodosum têm ganhado espaço nesse processo.
Extraída de forma sustentável no Atlântico Norte, a alga é rica em compostos naturais que atuam diretamente nos processos fisiológicos das plantas. Em lavouras de soja, esses extratos favorecem o crescimento radicular, ampliam a absorção de nutrientes e aumentam a resistência a estresses como seca e calor, além de promover maior uniformidade no desenvolvimento.
Estudos conduzidos em diferentes regiões brasileiras indicam que o uso desses bioestimulantes mantém resultados consistentes mesmo em condições adversas, com incremento médio de produtividade. Do ponto de vista fisiológico, também há melhora na assimilação de CO₂, na atividade enzimática e na tolerância a variações térmicas, além de redução de perdas na colheita.
“Com a agricultura brasileira batendo recordes de produção, a integração de bioestimulantes representa um diferencial competitivo. Ao fortalecer a fisiologia das plantas e mitigar efeitos de estresses climáticos e nutricionais, esses insumos proporcionam um manejo mais eficiente, tecnológico e ambientalmente responsável, representando um caminho para a agricultura sustentável e altamente produtiva”, conclui.