Nova tecnologia muda tudo na produção de tomate
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Publicado em 24/03/2026 02h30

Nova tecnologia muda tudo na produção de tomate

A escolha da semente ganhou papel estratégico nesse cenário.
Por: Leonardo Gottems

A produção de tomate no Brasil passa por mudanças impulsionadas pela adoção de novas tecnologias e pela busca por maior eficiência no campo. Diante de custos elevados, pressão de doenças e exigência crescente por produtividade, produtores têm investido em genética avançada, manejo mais preciso e soluções biológicas para manter a viabilidade da cultura.

Esse movimento é observado na atuação do Grupo Batista, que cultiva cerca de 150 hectares em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, além de operar na comercialização em centros de distribuição. Segundo a agrônoma Kelly Batista, decisões mais assertivas se tornaram essenciais, especialmente na escolha de variedades, no manejo nutricional e no controle fitossanitário. Ela destaca avanços como o uso de porta-enxertos, fertirrigação e análises realizadas dentro da própria área de cultivo para orientar a nutrição das plantas.

A escolha da semente ganhou papel estratégico nesse cenário. Entre os exemplos citados está o tomate híbrido Turim, da TSV Sementes, que reúne produtividade e resistência a doenças como begomovírus e geminivírus. A incorporação dessas características genéticas, segundo Kelly, permitiu superar um desafio histórico da cultura, que era conciliar resistência e rendimento.

“Quem está na atividade precisa tomar decisões muito precisas, principalmente na escolha de variedades, manejo nutricional e controle de doenças. Uma das mudanças mais marcantes na tomaticultura, nos últimos anos, está na incorporação de tecnologias diretamente na lavoura. Houve avanços importantes em porta-enxertos, fertirrigação, análises feitas dentro da própria área de cultivo para definir o posicionamento nutricional e também no uso de produtos biológicos”, explica a agrônoma.