
A consolidação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) em Mato Grosso do Sul atingiu um marco financeiro com o repasse de R$ 3 milhões a produtores do bioma Pantanal. O montante contempla os 40 primeiros pecuaristas que aderiram à chamada inicial do Subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade. A iniciativa é gerida pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), entidade vinculada à Famasul.
O programa estabelece uma nova dinâmica econômica para a região, tratando a manutenção da vegetação nativa como um ativo financeiro. O Sistema Famasul, como principal entusiasta do projeto, aportou inicialmente R$ 100 mil para dar suporte à estrutura de preservação. A expectativa do Governo Estadual é que o fluxo de recursos alcance o patamar de R$ 30 milhões em repasses anuais aos produtores rurais.
Para ter acesso ao benefício, o produtor precisa comprovar a regularidade do imóvel e a manutenção de áreas que excedam as exigências legais de reserva. O mecanismo de remuneração direta busca equilibrar a balança entre produção pecuária e sustentabilidade ambiental, reconhecendo o papel do produtor pantaneiro como o principal guardião das reservas naturais do estado.
Com o sucesso da primeira fase, as inscrições para a segunda chamada do PSA Conservação já estão disponíveis. Os interessados têm até o dia 6 de abril de 2026 para submeter a proposta e a documentação necessária. O público-alvo são pessoas físicas ou jurídicas com propriedades inseridas nos limites do bioma Pantanal, conforme a delimitação oficial do IBGE de 2019.
A regularidade no Cadastro Ambiental Rural (CAR) é condição obrigatória e impeditiva para a participação. O edital impõe critérios rigorosos de conformidade ambiental para garantir que o recurso seja direcionado a quem efetivamente cumpre as normas. Áreas que possuem autorizações vigentes para supressão de vegetação nativa ou substituição de campos devem optar pelo cancelamento desses documentos no ato da inscrição.
O controle sobre danos ambientais recentes também é um ponto de destaque nas normas do subprograma. Áreas que sofreram com incêndios entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 serão submetidas a um desconto no cálculo da vegetação excedente. Essa medida visa assegurar que o pagamento seja proporcional à qualidade da cobertura vegetal preservada e desestimular o uso do fogo como ferramenta de manejo.
O calendário estabelecido pela Funar/MS para esta nova etapa é célere. Após o encerramento das inscrições em abril, a publicação das propostas deferidas ocorre no dia 16 do mesmo mês. O período é seguido por uma fase de recursos para garantir transparência ao processo seletivo. O resultado final dos selecionados será divulgado até o dia 15 de junho de 2026.
As assinaturas dos termos de adesão estão programadas para iniciar em 16 de junho. Esse documento formaliza o compromisso do produtor com a preservação contínua e garante o fluxo de recebimento do incentivo financeiro. O processo exige a apresentação de certidões negativas de débitos fiscais e trabalhistas, reforçando o caráter de conformidade integral da propriedade rural.
O PSA Pantanal se posiciona como uma ferramenta estratégica para a manutenção da biodiversidade em um dos ecossistemas mais complexos do mundo. Ao transformar a conservação em uma atividade remunerada, o programa reduz a pressão sobre o uso do solo e fortalece a economia regional. A gestão técnica da Funar garante que os dados ambientais sejam monitorados de forma precisa para validar os repasses públicos.
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Cronograma