Paraná abate 2,29 bilhões de frangos e lidera produção nacional em 2025
Publicado em 18/03/2026 23h30

Paraná abate 2,29 bilhões de frangos e lidera produção nacional em 2025

O Paraná bateu recordes na produção de proteínas e derivados em 2025, liderando o abate de frangos no Brasil com 34,4% do mercado nacional.
Por: Redação

A agropecuária paranaense encerrou o ciclo de 2025 com resultados que redesenham o mapa da produtividade brasileira. Dados divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo IDR-Paraná, confirmam que o estado atingiu marcas históricas no abate de aves, suínos e bovinos, além de expansão na produção de leite, ovos e peixes.

O protagonismo absoluto fica com a avicultura de corte. O estado consolidou a liderança nacional ao abater 2,29 bilhões de cabeças de frango ao longo de 2025. Esse volume representa um incremento de 67 milhões de animais em comparação ao ano anterior. Sozinho, o Paraná detém 34,4% da produção brasileira, o que significa que mais de um terço de toda a carne de frango produzida no país tem origem em solo paranaense.

O desempenho trimestral também surpreendeu os analistas. O quarto período de 2025 registrou 588,4 milhões de aves processadas pelas indústrias, superando o recorde anterior obtido apenas três meses antes. No ranking nacional, o estado mantém uma distância considerável de Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%), os principais seguidores na atividade.

No segmento de suínos, o Paraná garantiu a vice-liderança do Brasil, respondendo por 21,2% dos abates totais. Foram 12,9 milhões de cabeças enviadas aos frigoríficos em 2025, um avanço de 457 mil animais sobre o exercício de 2024. A dinâmica de crescimento seguiu o ritmo das aves, com o melhor fechamento de ano da história para o setor entre outubro e dezembro.

DESEMPENHO NACIONAL: O Brasil abateu 60,69 milhões de suínos em 2025, uma alta de 4,3%. Santa Catarina lidera com 28,2%, enquanto o Paraná se isola na segunda posição.

A bovinocultura de corte paranaense também vive um momento de virada. Pela primeira vez desde o início da série histórica monitorada pelo IBGE em 1997, o estado registrou um recorde anual com 1,64 milhão de cabeças abatidas. O crescimento de 11,8% em relação ao ano anterior coloca o estado na nona posição nacional, aproximando-se do rebanho gaúcho.

Bacia leiteira e avicultura de postura

O setor de derivados acompanhou a evolução das proteínas. A produção de leite para a indústria atingiu 4,3 bilhões de litros em 2025, com uma média constante superior a 1 bilhão de litros por trimestre. O crescimento anual foi de 10%, consolidando as bacias de Castro, Carambeí e do Sudoeste como referências em produtividade e tecnologia.

Atualmente, o Paraná é o segundo maior produtor de leite do país, com 15,6% de participação, ficando atrás apenas de Minas Gerais (23,9%). A eficiência produtiva paranaense permitiu que o estado captasse 391 milhões de litros a mais que no ano anterior, mesmo em um cenário de custos de produção desafiadores para o pecuarista.

Na produção de ovos, o estado alcançou 476 milhões de dúzias, estabelecendo o terceiro maior volume do país. Com 9,6% da fatia nacional, o Paraná se mantém em uma disputa acirrada com Minas Gerais (9,9%) pela segunda colocação, enquanto São Paulo lidera o setor com folga ao deter 25,2% da produção.

Liderança na piscicultura e couro

A diversificação do agronegócio paranaense se manifesta com força na piscicultura. O estado produziu 273 mil toneladas de pescados em 2025, um novo recorde que representa 27% de toda a produção nacional. Os dados do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026 apontam um crescimento de 9,1% no setor, impulsionado pela organização das cooperativas e pela integração tecnológica.

No segmento de couro bovino, o Paraná se tornou o maior receptor de peles da região Sul, processando 3,55 milhões de unidades. O estado superou o Rio Grande do Sul e agora busca ampliar sua presença no mercado internacional de couros, embora o ranking nacional ainda seja liderado por estados do Centro-Oeste como Goiás e Mato Grosso.

ESTATÍSTICAS OFICIAIS: O IBGE utiliza as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite e do Couro para compor os indicadores que balizam as decisões de investimento no setor.

As informações consolidadas pelo IBGE e pelo IAPAR-EMATER demonstram que o Paraná conseguiu equilibrar o crescimento em diferentes cadeias produtivas. A integração entre indústria e produtores, aliada à sanidade animal reconhecida internacionalmente, permitiu que o estado superasse os gargalos logísticos e mantivesse o ritmo de expansão mesmo diante da volatilidade dos preços das commodities.

O fechamento dos dados de 2025 sinaliza que o Paraná inicia 2026 com uma base produtiva sólida. O avanço na bovinocultura e a manutenção da hegemonia na avicultura de corte indicam que o estado deve continuar sendo o principal motor das exportações de carne do Brasil nos próximos ciclos.