O mercado internacional do trigo registrou queda nas principais bolsas nesta terça-feira, em meio à realização de lucros e a fatores climáticos e geopolíticos que seguem influenciando as negociações. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento marcou o segundo dia consecutivo de recuo nas cotações do cereal.
Em Chicago, o contrato março do trigo brando SRW encerrou com baixa de 0,35%, ou 2,00 centavos de dólar por bushel, a 567,50. Para maio, a queda foi de 0,09%, ou 0,50 centavo, a 573,25. No trigo duro HRW de Kansas, o vencimento março recuou 1,03%, ou 5,75 centavos, fechando a 554,25. Já o trigo HRS de Minneapolis para março caiu 0,47%, ou 2,75 centavos, a 579,50. Na Europa, o contrato março do trigo para moagem da Euronext de Paris terminou o dia com desvalorização de 0,38%, ou 0,75 euro, a 195,25.
A pressão sobre os preços esteve ligada à realização de lucros por parte dos investidores e à previsão de chuvas benéficas nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos, região relevante para a produção do cereal. No cenário internacional, o mercado também acompanhou os desdobramentos do quarto ano da guerra na região do Mar Negro. Autoridades russas alertaram para o risco de escalada do conflito diante da possibilidade de fornecimento de tecnologias nucleares à Ucrânia, enquanto o governo ucraniano anunciou novas sanções contra 44 entidades russas.
No comércio físico, de acordo com a consultoria, a Rússia mantém tarifas de exportação zeradas pela sétima semana consecutiva, fator que sustenta a competitividade do trigo russo no mercado global.