O mercado do boi gordo registrou mais um dia de valorização nesta terça-feira (10), de acordo com a análise do informativo "Tem Boi na Linha", da Scot Consultoria. Em São Paulo, o boi gordo e o "boi China" abriram o dia com alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha teve valorização mais acentuada, de R$ 5,00 por arroba. A cotação da vaca permaneceu estável.
O movimento reflete um cenário de oferta limitada, com pecuaristas controlando o volume disponibilizado ao mercado. Segundo a consultoria, essa estratégia de contenção tem pressionado as indústrias a elevarem os preços pagos pela arroba para garantir o cumprimento de contratos de fornecimento e manter as escalas de abate, ainda que reduzidas.
Com escalas mais curtas em várias regiões, a expectativa é de que as cotações permaneçam firmes no curto prazo. Em São Paulo, as escalas de abate estavam programadas, em média, para cinco dias, um indicativo de que a demanda por animais está aquecida, mas a oferta segue controlada.
No noroeste do Paraná, a oferta de animais apresentou recuo, especialmente de novilhas. Esse movimento resultou em uma valorização de R$ 2,00 por arroba para essa categoria, enquanto as demais permaneceram estáveis. As escalas de abate na região estavam, em média, programadas para oito dias, patamar acima da média paulista, mas ainda dentro de um cenário de oferta ajustada.
Em Roraima, as cotações não apresentaram variações relevantes na comparação diária. O mercado local segue com preços estáveis, sem pressão de alta ou baixa, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.
No sul do Tocantins, os preços tiveram valorização expressiva. O boi gordo e a vaca subiram R$ 3,00 por arroba, enquanto o "boi China" avançou R$ 2,00 por arroba. As escalas de abate na região estavam programadas para quatro dias, o menor patamar entre as praças analisadas, sinalizando uma demanda forte por parte dos frigoríficos.
A Scot Consultoria avalia que o quadro de oferta restrita e escalas curtas tende a sustentar os preços no curto prazo. As indústrias estão operando com volumes menores de abate e ajustando seus cronogramas conforme a disponibilidade de animais. Esse cenário favorece os pecuaristas, que conseguem negociar em melhores condições.
Por ora, não há sinalização de reversão da tendência de alta. A consultoria destaca que a dinâmica atual do mercado aponta para manutenção dos preços ou possibilidade de novos avanços, dependendo da evolução da oferta nas próximas semanas.