O agronegócio de São Paulo demonstrou resiliência e força no comércio exterior em 2025, alcançando um superávit de US$ 23,09 bilhões. O resultado foi obtido mesmo com os impactos do "tarifaço" norte-americano no segundo semestre. As exportações do setor totalizaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 5,73 bilhões, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA-SP).
O levantamento, elaborado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), mostra que o setor respondeu por 40,5% de todas as exportações do estado, reforçando sua relevância para a economia paulista. As importações do agro representaram 6,6% do total estadual no período.
O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta, com 31% de participação e vendas de US$ 8,95 bilhões, sendo 93% desse valor originado do açúcar. Na sequência, o setor de carnes representou 15,4% das exportações (US$ 4,43 bilhões), com a carne bovina como principal item, respondendo por 85% do total do grupo.
Sucos (10,4%), produtos florestais (10,3%) e o complexo soja (8%) completam a lista dos cinco principais segmentos. Juntos, esses grupos concentraram 75,1% das exportações do agronegócio paulista em 2025. O café apareceu em seguida, com 6,3% de participação e US$ 1,82 bilhão em vendas.
Na comparação com 2024, o levantamento da APTA aponta crescimento nas exportações de café (+42,1%), carnes (+24,2%) e complexo soja (+2%). Em contrapartida, os grupos sucroalcooleiro (-28,4%), produtos florestais (-5,2%) e sucos (-0,7%) registraram queda.
A China foi o principal destino dos produtos paulistas, com 23,9% de participação. A União Europeia (14,4%) e os Estados Unidos (12,1%) vieram em seguida. As vendas para o mercado norte-americano cresceram 0,6% no acumulado do ano, apesar das sobretaxas aplicadas a partir de agosto.
Os dados mostram que as exportações para os EUA recuaram mês a mês entre agosto e novembro, com a maior queda registrada em novembro (-54,9%). Parte do impacto foi compensado pela ampliação de vendas para outros mercados, como China, México e Canadá. As tarifas foram retiradas em 20 de novembro para itens como café, sucos e carne bovina.
No cenário nacional, o agronegócio paulista respondeu por 17% das exportações do setor no Brasil em 2025, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, com 17,3%, conforme o levantamento da APTA.