
Mauro Brant Heringer, Amália Borsari diretores da Abinbio
Empresas associadas à ABINBIO (Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos) passam a integrar o Comitê Nacional de Exportação de Bioinsumos da ApexBrasil, movimento que consolida uma atuação coordenada visando posicionar o Brasil como protagonista global em tecnologias agrícolas sustentáveis.
A chegada da ABINBIO ocorre a partir de convite da CropLife Brasil e da ApexBrasil — agência brasileira de promoção de exportações e investimentos — e estabelece bases institucionais para a ampliação das exportações de bioinsumos no âmbito do “Projeto Brasil Bioinsumos”. A iniciativa tem como foco fortalecer a presença internacional do setor e ampliar as vendas externas de insumos biológicos e tecnologias sustentáveis para o agronegócio.
Estrutura estratégica para exportação
O projeto está estruturado em quatro objetivos centrais, que exploram a posição singular do Brasil como grande produtor e usuário de bioinsumos em escala comercial:
Reconhecimento do potencial exportador
“Este é um marco inovador para a agricultura nacional. Representa o reconhecimento da excelência e do gigantesco potencial exportador do Brasil no segmento de bioinsumos”, afirma Mauro Brant Heringer, diretor de Relações Internacionais da ABINBIO. “Estamos prontos para levar a sustentabilidade e a tecnologia brasileiras ao mundo. Celebramos a inovação, a colaboração e o futuro verde do Brasil.”
Para Amália Borsari, diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, a entrada da ABINBIO fortalece o projeto. “É uma satisfação contar com a ABINBIO. Trata-se de uma grande oportunidade para a indústria brasileira de tecnologia demonstrar sua liderança global, além de consolidar sua imagem como setor exportador.”
Vantagens competitivas no cenário global
O setor de bioinsumos brasileiro apresenta diferenciais relevantes no mercado internacional. Empresas nacionais desenvolveram tecnologias de formulação e protocolos de aplicação adaptados a condições tropicais, sistemas produtivos de alta intensidade e às exigências do manejo integrado de pragas.
Outro ponto de destaque é a estrutura de capital do setor: 82,8% das empresas de bioinsumos registradas no país são de controle brasileiro, o que garante capacidade tecnológica própria e recursos para sustentar a expansão das exportações.
De acordo com a consultoria DunhamTrimmer Bio Intelligence, o mercado brasileiro de insumos biológicos já supera US$ 1,5 bilhão e deve ultrapassar US$ 3 bilhões até o fim da década. O Brasil responde por mais de 20% do crescimento global do mercado de biocontrole entre 2021 e 2030.
Coordenação institucional indica maturidade do setor
A criação de um comitê nacional de exportação dedicado, com participação da ApexBrasil, sinaliza a evolução dos bioinsumos de um segmento emergente no mercado interno para uma indústria estratégica de exportação. A articulação entre ABINBIO, CropLife Brasil e ApexBrasil estabelece estruturas institucionais que antes não estavam disponíveis para empresas que buscavam, de forma isolada, a internacionalização.
Essa atuação conjunta posiciona o Brasil para competir de maneira organizada nos mercados globais de bioinsumos, cuja expansão deve se intensificar à medida que aumentam, em todo o mundo, as demandas por uma agricultura mais sustentável.