Como o avanço genético desafia a estrutura óssea das aves
Publicado em 06/01/2026 12h21

Como o avanço genético desafia a estrutura óssea das aves

A qualidade óssea se tornou um fator estratégico na avicultura moderna, exigindo nutrição de precisão para sustentar o avanço genético e garantir o desempenho.
Por: Redação

A qualidade óssea se consolidou como um fator estratégico na avicultura moderna. A intensificação dos sistemas produtivos e o contínuo avanço genético das aves tornaram o equilíbrio nutricional um elemento central para garantir estruturas esqueléticas mais resistentes, capazes de sustentar o rápido crescimento corporal e evitar prejuízos zootécnicos.

O fornecimento de uma dieta balanceada é o caminho para obter resultados consistentes tanto em aves de ciclo curto, como os frangos de corte, quanto em plantéis de ciclo longo, como as matrizes reprodutoras. Uma estrutura óssea robusta é fundamental para a sustentabilidade da produção.

“A qualidade dos ossos é um tema cada vez mais relevante na avicultura moderna e, para atingi-la, é preciso adotar uma nutrição balanceada, com a oferta de cálcio, fósforo, vitamina D ativa, zinco e manganês (em forma quelatada) e a aplicação da fitase em doses elevadas”, afirma Fabio Zotesso, médico-veterinário da Auster Nutrição Animal.

Nos frangos de corte, o objetivo é assegurar uma ossificação eficiente que acompanhe a elevada taxa de deposição de massa muscular. Já nas aves reprodutoras, a nutrição adequada impacta diretamente a qualidade da casca dos ovos, um fator determinante para as taxas de eclodibilidade e, consequentemente, para a eficiência de todo o sistema.

O melhoramento genético, focado em ganho de peso e melhor conversão alimentar, trouxe ganhos produtivos expressivos para o setor. Contudo, essa mesma evolução aumentou a incidência de problemas articulares e locomotores, como a discondroplasia tibial, uma anomalia na cartilagem que afeta o desenvolvimento ósseo.

A adoção de uma nutrição de precisão, ajustada para cada fase de desenvolvimento da ave, contribui para reduzir falhas na formação óssea. Isso minimiza os distúrbios locomotores que comprometem o bem-estar animal e afetam o acesso das aves a água e alimento, gerando perdas produtivas.

“A nutrição balanceada e adequada para cada fase é essencial para a performance zootécnica e mitiga a ocorrência de perdas produtivas relacionadas à deficiência óssea dos animais”, completa Fabio Zotesso.