Do insumo à entrega: como a gestão integrada transforma a operação
Publicado em 30/12/2025 13h50

Do insumo à entrega: como a gestão integrada transforma a operação

A organização da cadeia de suprimentos e da logística assume papel central no agronegócio, conectando planejamento, custos e eficiência operacional em um setor competitivo.
Por: Redação

A gestão integrada da cadeia de suprimentos e da logística se estabelece como um pilar para o desempenho do agronegócio. A prática conecta o planejamento estratégico à execução operacional, influenciando diretamente os custos e a eficiência em um ambiente de mercado cada vez mais competitivo.

Segundo Antonio JVO, especialista em Gestão Estratégica de Compras, a cadeia de suprimentos no setor agrícola deve ser abordada de forma unificada. O foco deve estar na redução de custos totais, na garantia de abastecimento e no aumento da competitividade ao longo de toda a operação, desde a compra de insumos até a entrega ao cliente final.

A base da gestão integrada

Nesse contexto, o processo de gestão começa no relacionamento com fornecedores de insumos, como sementes, fertilizantes, defensivos, peças e combustíveis. Ele avança pelo planejamento da produção agrícola, pelo desenho de compras e contratos, e chega à administração de estoques estratégicos, tanto de materiais críticos quanto da própria safra.

A previsão de demanda e de colheita também se torna uma ferramenta essencial para alinhar volumes, prazos e capacidade produtiva. Essa antecipação ajuda a reduzir riscos associados a fatores como clima, oscilações de preços, variações cambiais e o cumprimento de prazos de entrega. A integração entre campo, indústria e mercado, somada ao bom relacionamento com clientes e cooperativas, contribui para a fluidez da operação.

Logística como braço operacional

A logística, por sua vez, funciona como o braço operacional da cadeia de suprimentos, responsável pela execução física das estratégias definidas no planejamento. Suas atividades incluem o transporte de insumos e grãos entre fazendas, armazéns, indústrias e portos, além da armazenagem em silos e armazéns graneleiros.

Fazem parte ainda do escopo logístico a gestão de estoques operacionais e a distribuição da produção para o mercado interno e externo. O controle de embalagens, a gestão de frota e o acompanhamento de fretes e custos de transporte são outras atividades direcionadas a cumprir prazos, reduzir perdas e evitar avarias na carga.