Milho encerra semana com oscilações e cautela nas bolsas
Publicado em 29/12/2025 06h00

Milho encerra semana com oscilações e cautela nas bolsas

O mercado de milho encerrou a semana com comportamento misto e baixa liquidez nas bolsas B3 e Chicago, refletindo a cautela típica de final de ano.
Por: Redação

O mercado brasileiro de milho apresentou movimentações limitadas na retomada dos negócios após o feriado. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o ambiente de baixa liquidez domina as operações, com agentes demonstrando pouca disposição para abrir novas posições antes da virada do ano. Esse cenário resulta em negociações travadas para grandes volumes, enquanto produtores focam apenas no cumprimento de contratos já estabelecidos.

Na B3, os contratos futuros registraram variações entre leves altas e baixas, mas o balanço diário e semanal pendeu para o campo negativo. A demanda reduzida atua como um fator de pressão sobre as cotações, mantendo o mercado em compasso de espera. Compradores e vendedores aguardam o início de 2026 para retomar estratégias de comercialização mais consistentes e volumosas.

As condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil trouxeram um alívio parcial às preocupações do setor. As chuvas recentes auxiliaram o desenvolvimento do milho de primeira safra e favoreceram o planejamento para o plantio da segunda safra. Contudo, o setor monitora a necessidade de precipitações contínuas para assegurar a produtividade das lavouras em campo.

Os dados de fechamento na B3 mostram que o contrato para janeiro de 2026 encerrou cotado a R$ 70,09, apresentando um recuo diário de R$ 0,74 e uma desvalorização semanal de R$ 1,08. O vencimento para março de 2026 fechou a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e R$ 0,95 na semana. Já o contrato de maio de 2026 finalizou a R$ 73,84, com baixa diária de R$ 0,36 e acumulado semanal negativo de R$ 0,99.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) exibiu um fechamento misto na última sessão, embora tenha conseguido sustentar ganhos no acumulado da semana. O movimento foi marcado por uma realização de lucros nos contratos de curto prazo, enquanto os vencimentos mais longos operaram próximos da estabilidade. O contrato para março fechou a US$ 4,50 por bushel, e o vencimento maio encerrou a US$ 4,5825 por bushel.

Apesar das oscilações pontuais, o milho em Chicago acumulou uma alta de 1,24% no balanço semanal. Esse desempenho encontra suporte na manutenção de uma demanda firme global, que equilibra a ampla oferta registrada ao longo de 2025. O mercado externo segue atento aos fluxos de exportação e aos relatórios de estoques que serão atualizados no início do próximo ciclo.

A dinâmica de preços no Brasil continua atrelada ao câmbio e à logística de escoamento, fatores que ganham relevância com a proximidade da colheita de verão. A paridade de exportação permanece no radar dos analistas, especialmente diante das projeções de safra para a América do Sul. A estabilidade dos preços depende agora da confirmação do regime de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro.

O volume de milho negociado no mercado físico brasileiro também acompanhou a lentidão do mercado futuro, com preços nominais estáveis na maioria das praças. A estratégia do produtor de reter o grão à espera de melhores oportunidades esbarra na necessidade de abrir espaço nos armazéns para a soja. Essa pressão logística deve ditar o ritmo das ofertas nas primeiras semanas de janeiro.ogística deve ditar o ritmo das ofertas nas primeiras semanas de janeiro.

Contrato B3 Fechamento (R$) Variação Diária (R$) Variação Semanal (R$)
Janeiro/26 70,09 -0,74 -1,08
Março/26 74,63 -0,21 -0,95
Maio/26 73,84 -0,36 -0,99

 

O mercado encerra o período com o contrato março em Chicago cotado a US$ 4,50 por bushel.