A proximidade do ano vindouro redesenha o tabuleiro do mercado pecuário no Brasil. Após um período de forte abate de fêmeas e oferta ajustada, os sinais confirmam a virada de ciclo, na qual a capacidade de planejamento será determinante para o pecuarista que deseja capturar margens de lucro maiores. Nesse contexto, o confinamento volta a assumir protagonismo — não apenas como ferramenta de terminação, mas como instrumento de gestão de pasto, fluxo de caixa e reposição.
Uma leitura do cenário atual revela uma oportunidade rara: enquanto o boi gordo já encontrou patamar mais firme em 2025, a valorização do bezerro segue aquém do esperado, mesmo diante do cenário de oferta reduzida. “O pecuarista que agir agora consegue travar sua posição antes da reação plena do bezerro. A janela está aberta, mas não ficará assim por muito tempo”, avisa Vanderlei Finger, gerente geral de Compra de Gado da MFG Agropecuária.
Segundo Finger, parte significativa dos produtores chega ao fim do ano com pastagens ocupadas por animais que já atingiram o ponto de engorda, mas permanecem no pasto por hesitação na tomada de decisão. A postura defensiva, no entanto, pode custar caro em 2026. A estratégia, recomenda ele, é mover o gado pesado para o confinamento, ainda no período das águas, liberando imediatamente área para aquisição e recria dos bezerros, enquanto a situação continuar favorável.
“Quando o pecuarista antecipa o envio do gado ao cocho, ele não está apenas terminando o animal. Ele está investindo na eficiência produtiva da fazenda. É essa liberação de pasto que permite entrar com a reposição no momento certo”, explica Finger.
A experiência da MFG Agropecuária — maior confinamento do Brasil, com 3,5 milhões de animais abatidos ao longo de 18 anos, e unidades instaladas na Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo — garante a eficiência deste modelo. Com capacidade operacional e equipe técnica especializada, a empresa posiciona-se como parceira estratégica para quem pretende organizar sua escala de abate.
O gerente também destaca que, para transformar essa oportunidade em realidade, é necessário ter giro de caixa. Para tanto, existem mecanismos como o travamento de preço futuro do boi gordo e as operações com Nota Promissória Rural (NPR). “Muitas vezes, o criador de gado perde a chance de comprar reposição barata por falta de liquidez imediata. A NPR ofertada pela MFG resolve isso e coloca o pecuarista no comando do balcão de negociações”, afirma.
A estratégia consolida-se no ciclo seguinte, com os bezerros recém-adquiridos entrando na recria a pasto antes das pastagens sentirem o rigor da estação seca, paralelamente ao envio da boiada pesada para o confinamento, entre abril e maio de 2026, garantindo giro contínuo e maior produção de arrobas por hectare. “O confinamento bem planejado transforma o pasto em lucro. Ele permite manter a fazenda produtiva o ano inteiro, independentemente dos impactos climáticos”, resume Finger.
Com a proximidade da seca, já confirmada para o ano que vem, em grande parte das regiões produtoras, e uma escalada das cotações das categorias de reposição, a recomendação da MFG Agropecuária é agir antes da virada do mercado. “O momento pede protagonismo. Quem se posicionar agora vai conduzir o jogo em 2026”, conclui.