Agro de MS cresce 18% em 2025 e se consolida no cenário nacional
Publicado em 15/12/2025 10h08

Agro de MS cresce 18% em 2025 e se consolida no cenário nacional

Mato Grosso do Sul encerra 2025 com crescimento de 18% no VBP, safra recorde de 28 milhões de toneladas e avanços sanitários e logísticos que fortalecem o estado como polo estratégico do agronegócio brasileiro.
Por: Redação

Mato Grosso do Sul finaliza 2025 com um desempenho notável em seu agronegócio, consolidando sua posição estratégica no país. O Valor Bruto da Produção (VBP) do estado alcançou R$ 84 bilhões, uma alta de 18% em relação ao ano anterior, enquanto o PIB estadual projeta um crescimento de 6,8%, superando R$ 227 bilhões.

O avanço foi diretamente influenciado por uma safra recorde de grãos. A produção somada de soja e milho atingiu 28 milhões de toneladas, um volume 35% superior ao do ciclo anterior, posicionando o estado como o 5º maior produtor nacional. O destaque foi a produtividade do milho, que registrou um salto de 62% ante a quebra da safra 2023/24.

A expansão das indústrias de etanol de milho foi um fator de estímulo à demanda por grãos. Em 2025, a produção do biocombustível no estado alcançou 1,58 bilhão de litros, um aumento de 58%.

Novas fronteiras produtivas

Outras cadeias produtivas também ganham força. A citricultura avança com uma projeção de 30 mil hectares de laranja, impulsionada por políticas de controle fitossanitário e linhas de crédito do FCO. O amendoim segue em ritmo acelerado, com 43,5 mil hectares plantados e produção estimada em 173,7 mil toneladas.

O setor de florestas plantadas superou 1,89 milhão de hectares de eucalipto, com a expectativa de instalação de duas novas plantas de celulose em Inocência e Bataguassu. A adoção de práticas regenerativas e sistemas integrados de produção se intensificou.

“Os produtores sul-mato-grossenses demonstraram mais uma vez sua capacidade de adaptação, investindo em tecnologias que elevam a produtividade e preservam o meio ambiente. Esse equilíbrio é a base do crescimento sustentável do nosso estado”, destaca Tamiris Azoia, coordenadora do departamento técnico da Famasul.

Proteínas, exportações e logística

Na pecuária, o abate de bovinos cresceu 4%, totalizando 4,1 milhões de cabeças. A suinocultura também registrou alta de 4%, com 3,5 milhões de animais abatidos. As exportações do agronegócio acumularam US$ 9,2 bilhões de janeiro a novembro, alta de 4%. A celulose liderou as vendas (US$ 2,84 bilhões), seguida pela soja (US$ 2,33 bilhões) e pela carne bovina, que cresceu 51%, atingindo US$ 1,70 bilhão.

Avanços logísticos marcaram o ano, com a retomada da concessão da BR-163/MS, que prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos, e a confirmação do leilão da Hidrovia do Rio Paraguai para 2026.

Sanidade e sustentabilidade

Um marco histórico foi o reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio. “Esse reconhecimento internacional abre novas portas no mercado global. É um marco coletivo”, afirma Marcelo Bertoni, presidente da Famasul.

Na frente ambiental, a implementação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal começou a remunerar produtores pela conservação. No primeiro edital, 59 propriedades foram contempladas, somando cerca de R$ 30 milhões em investimentos para a proteção do bioma.