Soja: Brasil pode exportar 111 milhões de toneladas em 2026
Publicado em 18/11/2025 15h44

Soja: Brasil pode exportar 111 milhões de toneladas em 2026

A Abiove projeta safra e exportação recordes de soja para 2026, com produção de 177,7 milhões de toneladas e 111 milhões de toneladas embarcadas, consolidando a liderança do Brasil.
Por: Redação

O complexo soja brasileiro deve alcançar patamares históricos em 2026. A projeção foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e aponta para uma produção de 177,7 milhões de toneladas do grão, o maior volume já registrado pelo país.

O levantamento indica um crescimento paralelo na capacidade de processamento da oleaginosa. A estimativa da Abiove para o esmagamento em 2026 é de 60,5 milhões de toneladas. Como resultado, a produção de farelo de soja deve chegar a 46,6 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja pode somar 12,5 milhões de toneladas.

Liderança no mercado global

As exportações brasileiras também devem quebrar recordes. A associação projeta o embarque de 111 milhões de toneladas de soja em grão para o mercado externo, volume que posiciona o Brasil de forma ainda mais sólida como principal fornecedor mundial.

Para os derivados, as vendas externas de farelo de soja estão estimadas em 24,6 milhões de toneladas. Já as exportações de óleo de soja podem atingir 1,2 milhão de toneladas, o que representaria um aumento de 20% em relação aos volumes atuais. O balanço da Abiove aponta ainda para a necessidade de importação de 500 mil toneladas de soja e 125 mil toneladas de óleo para o mercado interno.

Desempenho do setor em 2025

O otimismo para 2026 é sustentado pelo desempenho recente. Em 2025, a produção brasileira de soja alcançou 172,1 milhões de toneladas. O volume esmagado no ano está projetado em 58,5 milhões de toneladas, com uma produção estimada de 45,1 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo.

Dados de setembro de 2025 mostram que o setor processou 4,1 milhões de toneladas, uma redução de 9,1% ante o mês de agosto. Ainda assim, o volume acumulado no ano, de 39,3 milhões de toneladas, representa um crescimento de 5,1% na comparação com o mesmo período de 2024.