Atraso no plantio em Goiás é o maior desde a safra 2017/18
Publicado em 10/11/2025 17h50

Atraso no plantio em Goiás é o maior desde a safra 2017/18

O plantio da nova safra de soja perdeu ritmo devido às chuvas irregulares, enquanto os preços no Brasil se mantiveram estáveis, descolados da alta registrada na Bolsa de Chicago.
Por: Redação

As cotações da soja no mercado brasileiro apresentaram estabilidade no período de 31 de outubro a 6 de novembro. A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) aponta que, embora a Bolsa de Chicago tenha registrado uma forte alta, o movimento não se refletiu internamente.

Segundo o Ceema, “o dólar fraco e o previsível recuo nos prêmios, na medida em que a China possa voltar a comprar soja estadunidense, mantiveram os preços estáveis”. A instituição também aponta que os prêmios de exportação para contratos com embarque em 2026 voltaram a operar em terreno negativo, um movimento que “não era observado desde julho”, conforme dados do CEPEA.

No Rio Grande do Sul, a média estadual para a saca de soja atingiu R$ 126,03, enquanto as principais praças do estado operaram com R$ 123,00. Nas demais regiões do Brasil, as cotações para a saca oscilaram entre R$ 118,50 e R$ 125,00.

Enquanto os preços se mantinham, o ritmo do plantio da nova safra diminuiu. A semeadura alcançou 47% da área prevista em todo o país, um índice abaixo dos 54% observados no mesmo período do ano passado. A principal causa para a lentidão são as chuvas irregulares que atingem as regiões produtoras.

De acordo com avaliação da consultoria AgRural, “embora haja problemas em Mato Grosso e no Matopiba, o principal foco de atenção no momento é Goiás, que tem o plantio mais lento desde a safra 2017/18”.

Em Mato Grosso, principal estado produtor, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) informa que o plantio atingiu 76,1% da área estimada. O número está ligeiramente abaixo da média histórica de 76,7% para este mesmo período do ano.