O prazo para preenchimento e devolução do relatório à Conab, via e-mail ou pelos Correios, vai até o dia 17 de abril.
Serão coletadas informações sobre volume, tipo, distribuição espacial e por segmento dos armazenadores. A posição do estoque corresponde à do dia 31 de março deste ano, quando entra a nova safra do produto.
Os dados são importantes para estimar os estoques de passagem e dar conhecimento do balanço de oferta e demanda do produto no país, o que servirá para a formulação de políticas públicas para o setor.
De acordo com a gerência de Informações Técnicas da Companhia, responsável pela pesquisa, os números levantados somente serão divulgados de forma consolidada, preservando o sigilo da informação individualizada.
Quem não receber o formulário até 7 de abril deve entrar em contato com o setor, utilizando o e-mail estoque-privado@conab.gov.br. Mais detalhes podem também ser encontrados na página da Conab na internet.
Em 2014, o levantamento identificou um estoque privado de 15,2 milhões de sacas de café, volume 9,2% superior ao contabilizado em 2013, que chegou a 13,9 milhões de sacas.
O café do tipo arábica continua predominante no estoque privado nacional, correspondendo a 93% do total do café, enquanto o conilon representa apenas 7%.
Fiscalização de estoques públicos
A Conab anunciou que até o fim de março completaria a segunda etapa de fiscalização de estoques públicos. Nesta fase incluíram-se os estoques públicos dos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Tocantins e São Paulo, envolvendo 16 profissionais.
De acordo com o superintendente de Fiscalização de Estoques da Companhia, Francisco Farage, passariam por vistoria cerca de 1,68 milhão de toneladas de grãos entre milho, trigo, café, feijão e arroz, em 113 armazéns próprios e credenciados. Os fiscais observam, entre outros quesitos, as condições de armazenagem, conservação e a quantidade de grãos armazenados.
Nos casos em que se identificar algum desvio, a irregularidade será informada ao Ministério Público e à Polícia Federal. Além disso, a armazenadora fica impossibilitada de operar com a Companhia por dois anos e deve, ainda, restituir o estoque inicial em dinheiro ou em produto.
Na primeira etapa, realizada no mês passado, foram vistoriados 396.841 de toneladas de produtos. Segundo balanço da Companhia, 28 funcionários da empresa verificaram a quantidade e a qualidade dos produtos em 129 armazéns localizados nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins. Até o final deste ano outras sete rodadas de fiscalizações estão programadas, além das operações especiais conforme demanda dos programas operados pela Companhia.