EUA exportam 10,5 milhões de toneladas de milho; Brasil amplia presença
Publicado em 03/11/2025 13h30

EUA exportam 10,5 milhões de toneladas de milho; Brasil amplia presença

As exportações de milho dos EUA sustentam os preços em Chicago, mas o ritmo dos embarques desacelera e a concorrência sul-americana aumenta. A colheita norte-americana avança, adicionando pressão sobre as cotações para as próximas semanas.
Por: Redação

Os preços internacionais do milho registraram uma leve tendência de alta no final de outubro, influenciados pelo desempenho das exportações dos Estados Unidos. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o bushel do cereal fechou cotado a US$ 4,30 na Bolsa de Chicago no dia 30, um valor ligeiramente superior ao da semana anterior.

Na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques norte-americanos somaram 1,2 milhão de toneladas, volume que atendeu às expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, as exportações já totalizam 10,5 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 58% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar dos números positivos, o ritmo das vendas externas dá sinais de desaceleração. Projeções da CEEMA indicam que, na ausência de novos fatores de demanda, os embarques podem perder tração nas próximas semanas. A análise aponta para uma concorrência crescente do milho da América do Sul, com destaque para o produto brasileiro.

O andamento da colheita nos EUA é outro ponto de atenção. As condições climáticas favoráveis têm permitido um bom avanço dos trabalhos no campo, o que tende a aumentar a oferta de grãos no curto prazo e, consequentemente, exercer pressão sobre os preços.

Um fator que oferece suporte às cotações é a valorização do produto exportado. O preço médio da tonelada de milho vendida pelos EUA passou de US$ 199,10, em outubro de 2024, para US$ 210,70 no mesmo mês de 2025, um aumento de 5,8%.

Analistas internacionais observam, no entanto, que os elevados estoques finais e a competição externa devem funcionar como um teto para qualquer valorização mais expressiva do cereal, a menos que ocorram novos choques de oferta.