La Niña desafia o plantio da soja no Centro-Oeste do Brasil
Publicado em 03/11/2025 16h52

La Niña desafia o plantio da soja no Centro-Oeste do Brasil

O fenômeno La Niña impõe desafios à safra de soja 2025/26 no Centro-Oeste, alterando o regime de chuvas e encurtando a janela de plantio. Produtores precisam alinhar manejo, clima e fisiologia da planta para garantir a produtividade.
Por: Redação

A safra de soja 2025/26 avança no Centro-Oeste brasileiro sob um cenário de atenção devido à influência do fenômeno La Niña. A alteração nos padrões de chuva e temperatura exige um planejamento ajustado por parte dos agricultores para mitigar riscos e buscar o máximo potencial produtivo das lavouras.

Segundo o coordenador comercial Fernando Batista, o momento demanda uma integração de conhecimentos sobre clima, fisiologia vegetal e manejo agronômico. Com o plantio sofrendo atrasos em algumas áreas, a janela de semeadura se torna mais curta, o que direciona os holofotes para o impacto do fotoperíodo no desenvolvimento da cultura.

A soja é uma planta de dia curto, e seu florescimento é diretamente influenciado pela quantidade de horas de luz que recebe diariamente. O solstício de verão, que ocorre em 21 de dezembro, representa o dia mais longo do ano, com aproximadamente 13 horas de luz na região. Esse período é ideal para a planta atingir seu pico de desenvolvimento vegetativo.

Para que a alta radiação solar seja convertida em produtividade, a lavoura precisa encontrar um solo com condições adequadas. Plantios realizados de forma tardia correm o risco de iniciar o florescimento quando os dias já estão encurtando, o que pode acelerar o ciclo da cultura em detrimento da fase de enchimento de grãos, impactando o resultado final.

Nenhum manejo técnico consegue compensar a ausência de uma base nutricional sólida. A fertilidade do solo é o alicerce que sustenta a produtividade, especialmente em momentos de alta demanda nutricional da planta, como os períodos de maior intensidade de radiação solar.

“O sucesso virá daqueles que entenderem que produtividade e rentabilidade não são frutos do acaso, mas do alinhamento entre janela de plantio, radiação solar, fertilidade do solo e gestão agronômica inteligente. Quando essas variáveis se encontram sob uma orientação técnica precisa, o resultado é uma lavoura bem implantada, equilibrada, produtiva e, acima de tudo, rentável”, afirma Batista.