
Os preços da carne de frango no mercado brasileiro apresentam uma forte tendência de alta, caminhando para atingir os patamares registrados antes da notificação de gripe aviária em aves silvestres, ocorrida em maio deste ano. O movimento é confirmado por levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo análises do Cepea, a recuperação consistente das cotações internas está diretamente atrelada a dois fatores principais: a retomada do ritmo dos embarques nacionais e o aquecimento contínuo do mercado doméstico, que absorve a maior parte da produção.
O setor exportador brasileiro demonstra sinais claros de recuperação. A União Europeia, um importante comprador, anunciou a retomada das aquisições de carne de frango do Brasil na segunda quinzena de setembro. Essa decisão foi um dos gatilhos para o movimento de recuperação de preços que se sustenta desde então.
Dos países que impuseram suspensões temporárias às compras do produto brasileiro após os casos de gripe aviária, a China é o único mercado relevante que ainda mantém restrições. Mesmo com a ausência chinesa, o volume de exportações para outros destinos tem sido suficiente para enxugar a oferta interna e pressionar as cotações.
Paralelamente ao desempenho positivo das vendas externas, a demanda no mercado interno permanece aquecida. A carne de frango se consolida como uma opção de proteína animal com boa competitividade frente às carnes bovina e suína, o que mantém o consumo em níveis elevados.
Colaboradores consultados pelo Cepea indicam uma tendência de manutenção de preços firmes para os produtos avícolas. A expectativa se estende até o encerramento de 2025, sendo reforçada pelo tradicional incremento da demanda doméstica no último bimestre, impulsionada pelas festividades de fim de ano e pela procura por aves natalinas.