Após um período de queda nos preços em 2024, o frete rodoviário deve sofrer um aumento expressivo em 2025, com projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicando um acréscimo de 15% a 20% já no início do ano. O principal fator para essa alta é a previsão de uma safra recorde de soja, com pico de colheita em fevereiro, que deve elevar a demanda por transporte e, consequentemente, os preços.
Dados da Conab revelam que, apesar da queda nos custos de transporte em dezembro de 2024, a colheita de 322,5 milhões de toneladas de grãos, incluindo 166 milhões de toneladas de soja, deve reverter esse cenário, com impactos que se estenderão por todo o ano de 2025.
A logística rodoviária, responsável por escoar 96% da produção agrícola no mercado interno, enfrenta desafios estruturais que contribuem para o aumento dos custos. A precariedade da infraestrutura rodoviária, com 60% das estradas federais apresentando problemas, segundo a CNT, é um dos principais gargalos. Além disso, o aumento do preço do diesel, que representa até 60% do valor do frete, e a escassez de mão de obra qualificada também pressionam os custos. A alta do dólar também é um fator de preocupação.
Em meio a esses desafios, o setor busca alternativas para otimizar a logística e reduzir o impacto ambiental. Práticas sustentáveis e digitalização emergem como tendências, com empresas investindo em tecnologias para maior eficiência e na adoção de veículos elétricos e biocombustíveis, atendendo à crescente demanda por redução de emissões de carbono no agronegócio.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê um crescimento de 5% no PIB do agronegócio em 2025, impulsionado pela alta produção de grãos e pelo fortalecimento das exportações, que alcançaram US$ 164,4 bilhões em 2024. Esse cenário reforça a importância do transporte rodoviário para a competitividade do agronegócio brasileiro, tornando a busca por soluções eficientes e sustentáveis ainda mais crucial.