Abiquim defende tarifas para combater importações desleais e proteger a indústria nacional
Publicado em 09/01/2025 16h18

Abiquim defende tarifas para combater importações desleais e proteger a indústria nacional

A Associação acredita e trabalha na superação dos desafios estruturais.
Por: Leonardo Gottems

A Abiquim enfatiza que o aumento temporário das tarifas visa combater importações predatórias - Foto: inpEV

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) se manifestou em relação a notícias sobre movimentações no Senado contra medidas de defesa comercial adotadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A entidade esclarece que as ações, implementadas em setembro de 2024, abrangem 30 classes de produtos químicos e beneficiam 20 indústrias de diferentes segmentos. Outros setores, como aço, vidro, pneus e papel, também foram contemplados pela iniciativa governamental, que seguiu critérios técnicos e transparentes definidos pelo Mercosul.

A Abiquim enfatiza que o aumento temporário das tarifas tem como objetivo combater importações predatórias, protegendo empregos e garantindo a produção nacional. Dados apresentados pela associação revelam que, entre 2000 e 2024, a participação de químicos importados no mercado brasileiro atingiu 49%, com uma taxa de ociosidade histórica de 36% na indústria nacional. Esses fatores resultaram na interrupção de produções estratégicas, como a do HPMC, na Bahia, e do Bisfenol-A, em São Paulo.

A decisão da Camex seguiu um processo disciplinado e transparente, respeitando o contraditório e a ampla defesa. A Abiquim destaca que as medidas não se limitam ao setor químico, mas visam corrigir desequilíbrios comerciais que afetam toda a indústria brasileira.

"A Abiquim reafirma que a medida que defende o setor químico como um todo está dentro de um mesmo e correto processo técnico de defesa de setores da indústria brasileira atacados por importações desleais e predatórias. A Associação acredita e trabalha na superação dos desafios estruturais da competitividade industrial brasileira. Mas, para isso, é indispensável um ambiente de negócios seguro e leal, alicerçado em políticas industriais de estímulo produtivo e de políticas de comércio exterior com foco na preservação de cadeias de valor nacionais estratégicas", declarou a Abiquim.