Projeto do Colégio de Aplicação da UFSCar envolve crianças na prática de compostagem
Publicado em 18/12/2024 11h00

Projeto do Colégio de Aplicação da UFSCar envolve crianças na prática de compostagem

A iniciativa faz parte de um esforço de divulgação científica de uma rede de pesquisa voltada ao combate de plantas daninhas, que inclui cinco universidades federais.
Por: Da Redação

Com a intenção de estimular a curiosidade e o pensamento crítico entre as crianças, o projeto de extensão "Pequenos Cientistas", do Colégio de Aplicação (CAU) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), oferece atividades práticas e lúdicas centradas na educação científica.

Uma das atividades realizadas com alunos do Ensino Fundamental foi a compostagem, um processo natural de decomposição de resíduos orgânicos, como restos de alimentos e folhas, que se transforma em um material rico em nutrientes, utilizado como fertilizante. Essa prática, realizada nos espaços da Universidade, permitiu que as crianças explorassem o ciclo de decomposição e os benefícios ambientais do reaproveitamento de resíduos.

"Nosso objetivo é mostrar às crianças que a Ciência está presente em tudo ao seu redor. Atividades como a compostagem ajudam a despertar a consciência ambiental e a incentivar o interesse por práticas sustentáveis desde cedo", afirma Elisângela Ferreira Sentanin, professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) do CAU.

A iniciativa vai além do aprendizado em sala de aula, buscando também envolver as famílias e demonstrar como a Ciência pode impactar positivamente a vida das pessoas. A prática educativa reforça o compromisso da Universidade em promover o diálogo entre o meio acadêmico e a comunidade.

A compostagem faz parte das ações de divulgação científica de um projeto vinculado a uma rede nacional de pesquisa sobre plantas daninhas, coordenada por Márcio Weber Paixão, professor do Departamento de Química (DQ) da UFSCar. Essa rede inclui cinco universidades federais: além da UFSCar, estão a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), com foco no desenvolvimento de novos produtos e processos de controle fitossanitário, especialmente biodefensivos.

Os biodefensivos representam alternativas sustentáveis aos herbicidas comerciais, que frequentemente têm um alto impacto ambiental e na saúde humana. "A proposta é desenvolver compostos inovadores que utilizem resíduos renováveis, como biomassa de madeira e cana-de-açúcar, para combater plantas daninhas de forma eficiente e ecológica. O objetivo é criar produtos seletivos que protejam as culturas agrícolas sem prejudicar o meio ambiente", destaca Paixão.

Ao contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis, o projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente ao ODS 2, que visa erradicar a fome e promover uma agricultura sustentável.

Mais informações sobre o projeto em rede podem ser encontradas no  Portal da UFSCar.